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Internet das Coisas: o motor da 4ª revolução industrial

Luiz Tiago

Sim, a Internet das Coisas é o grande motor da 4ª Revolução Industrial, que será responsável por mudar a maneira como trabalhamos, comunicamos e divertimos, e até mesmo como as empresas interagem com o mundo. Você consegue imaginar isso? 

Por mais que o termo em questão tenha sido criado ainda na década de 1980 pelos militares, foi somente nos últimos anos que ele se tornou mais conhecido e suas aplicações aumentaram de forma significativa na vida das pessoas.

Com os constantes avanços tecnológicos e com o número de dispositivos conectados crescendo exponencialmente, a Internet das Coisas realmente chegou para ficar e com certeza causará importantes impactos na sociedade. 

Para entender como isso vai acontecer, leia este artigo até o final! 

Aplicações da Internet das Coisas 

Também conhecida como IoT (Internet of Things), a Internet das Coisas se refere a uma grande rede de diferentes tipos de dispositivos interconectados, que possuem como característica em comum a capacidade de trocar e de coletar dados. 

No geral, é possível encontrar aplicações para a IoT (inteligência das coisas) em vários setores e ambientes. Confira alguns exemplos logo abaixo: 

Agricultura: nesse setor, os principais dispositivos IoT que existem são sensores responsáveis por medir os níveis de acidez, a temperatura, bem como outros aspectos diretamente envolvidos na melhoria do cultivo. 

Energia: aqui as possibilidade de aplicações são variadas e vão desde medidores inteligentes nas casas de consumidores até sensores capazes de coletar medições dentro de sistemas de geração e distribuição de energia. 

Bancos: alguns dos mais de três milhões de caixas eletrônicos espalhados por todo o mundo já estão incorporando ferramentas da Internet das Coisas, como streaming de vídeo, com o intuito de melhorar a experiência dos clientes. 

Casas conectadas: o que se espera é que até 2030 grande parte dos eletrodomésticos esteja conectada, abrindo muitas possibilidades e tornando as casas conectadas. 

Transporte: os carros conectados são ótimos exemplos de dispositivos IoT, e eles estão aumentando cada vez mais com o passar dos anos. 

União da IoT e do Big Data

As aplicações citadas anteriormente são apenas alguns dos principais exemplos dentro do universo de possibilidades onde a Internet das Coisas poderá estar presente em um futuro não muito distante – ou inclusive já está –, causando um enorme impacto. 

Para se ter uma ideia, o esperado é que nos próximos anos a inovação se concentre nos seguintes aspectos

  • Hardware e dispositivos;
  • Armazenamento de dados; 
  • Segurança;
  • Desenvolvimento de aplicações;
  • Integração de sistema;
  • Conectividade.

O Big Data, por sua vez, marcará presença em todas as fases do processo de inovação. Isso porque o número de fontes de dados e dispositivos será realmente muito grande, e o mesmo acontecerá com a quantidade de informações que entrarão no fluxo e serão coletadas. 

Dessa forma, o Big Data terá como principal função solucionar os desafios técnicos que a Internet das Coisas trará, como: 

  • Processamento eficaz de todo o volume de informações em modo distribuído;
  • Armazenamento seguro e organizado para dados de natureza variável e com diferentes estruturas;
  • Processos de consumo de informações em tempo real ou em fluxo;
  • Novos aplicativos criados de maneira específica para a IoT para agregar valor aos usuários;
  • Análises de ponta e algoritmos inteligentes que precisam ser aplicados aos dados.

Depois de entender essa união entre a Internet das Coisas e o Big Data, que tal conferir algumas tecnologias e plataformas que seguem o princípio da IoT? Acompanhe! 

Tecnologias e plataformas que utilizam Internet das Coisas

Em linhas gerais, tecnologias como Raspberry Pi e Arduino contribuíram significativamente para o desenvolvimento da IoT por possuírem softwares de código aberto, que qualquer pessoa é capaz de acessar e colaborar tanto com a criação quanto com o aprimoramento da tecnologia. 

Através delas, então, várias outras plataformas foram criadas e projetadas para uma finalidade específica. Veja alguns exemplos: 

Prodigio: essa máquina de café conectada da Nespresso possibilita que a pessoa programe a preparação do café de forma remota, gerencie o estoque de cápsulas ou entre em contato com o atendimento ao cliente apenas utilizando um aplicativo para dispositivos móveis. 

Mimo: integrado à roupa, esse sistema de monitoramento de bebês consegue acompanhar a temperatura e a respiração da criança, bem como outros aspectos importantes, e envia avisos quando detecta algo estranho. 

OSRAM lightify: é uma lâmpada integrada que por ser controlada à distância, e ainda oferece diversos recursos para reduzir custos economizando energia. 

Amazon Echo: desenvolvido pela Amazon, o dispositivo incorpora um assistente ativado por voz conhecido como Alexa, capaz de receber diversas tarefas, como tocar música, falar sobre a previsão do tempo e até mesmo pedir um Uber, contribuindo para a criação de casas conectadas. 

Segurança: grande desafio da IoT

Com certeza um dos principais desafios por trás da Internet das Coisas é a segurança. Afinal, o surgimento de novas tecnologias ainda em desenvolvimento e a enorme quantidade de pontos vulneráveis a ataques tornam a segurança da IoT um problema que realmente deve ser levado em consideração. 

De forma resumida, portanto, a Internet das Coisas é uma tecnologia que está trazendo consigo alguns desafios que nunca foram enfrentados antes. No entanto, ao mesmo tempo ela também implica em uma verdadeira Revolução Industrial com inúmeras aplicações – que até então eram inimagináveis. 

Sendo assim, mesmo que ainda existam algumas limitações e desafios que não foram superados, a IoT já está disponível para praticamente todas as empresas e indivíduos. 

Com isso, a expectativa é que no futuro a lnternet das Coisas esteja integrada a mais soluções, convergindo ainda mais com o Big Data, a Computação Cognitiva e a Inteligência Artificial, desenvolvendo aplicações que apenas eram vistas em filmes de ficção e sendo o motor da 4ª Revolução Industrial.

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