Facebook testa recurso para conectar computador e mente 1

Facebook testa recurso para conectar computador e mente

Há mais de dois anos o Facebook realiza pesquisas com o objetivo de encontrar possíveis interfaces cérebro-computador, também conhecidas como BCI, que não sejam invasivas e permitam que as pessoas emitam comando para os dispositivos a partir do pensamento. 

Para se ter uma ideia, um grupo de mais de 60 especialistas está focado nisso desde 2017 e aos poucos vem fazendo novas descobertas. A mais recente é que a empresa percebeu uma grande possibilidade de unir essa tecnologia cérebro-computador com um óculos de realidade aumentada

Resumidamente, com esses dois recursos tecnológicos unidos, o usuário iria precisar somente olhar para o que quisesse, receber a informação, pensar nos comandos que seriam necessários para interagir com aquilo e pronto. 

De acordo com o coordenador da equipe e diretor de pesquisa no Facebook Reality Labs, Mark Chevillet, a base da tecnologia que está sendo utilizada até o momento é detectar, por meio de um raio infravermelho, as alterações no fluxo de oxigênio do cérebro. 

O principal problema nesse caso é que até então o equipamento criado para isso era grande, sendo necessário ficar dentro de uma sala específica com o objetivo de conseguir testá-lo e usá-lo. 

Pensando nisso, o grupo de especialistas conseguiu criar, em meados do ano passado, uma versão vestível, que continua sendo testada para ter a mesma capacidade da ferramenta maior. 

Outra coisa que os pesquisadores perceberam ao longo do tempo é que o fluxo sanguíneo fica mais perceptível para os sensores depois de se passarem cinco segundos do comando mental – um intervalo considerado bastante demorado. 

Por mais que eles até consigam detectar o comando mental antes desse tempo, a precisão acaba sendo menor e também existem ainda interferências – principalmente por conta do movimento natural da cabeça, dificultando o uso de um equipamento vestível. 

A fim de diminuir esse problema, portanto, o grupo está testando utilizar pulsos infravermelhos ao invés de uma emissão contínua. Tudo para diminuir ao máximo as interferências e, consequentemente, conseguir detectar o comando mental durante um intervalo de tempo mais curto. 

Além disso, é importante deixar claro ainda que o trabalho principal dos especialistas no Facebook está concentrado em perceber os comandos mentais que produzem a fala, e não qualquer tipo de pensamento. 

Ou seja, o usuário precisa pensar da mesma forma como se estivesse dizendo em voz alta alguns comandos. 

Como deu para notar, muitos avanços estão acontecendo com o passar do tempo e a expectativa é que em breve o Facebook encontre a melhor forma de conectar computador e mente, e assim, divulgar para o mercado a sua inovação. 

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