Design Thinking: Novo nome para um método antigo 1

Design Thinking: Novo nome para um método antigo

Amanda Araújo

Você já ouviu falar em Design Thinking? Ainda não? Entender melhor este conceito é muito importante.

Conhecido como um conjunto de ferramentas voltadas para a inovação, o Design Thinking, atualmente, já tem sido adotado tanto por empresas quanto por universidades.

Na verdade, esse conceito é muito utilizado a fim de orientar o desenvolvimento de soluções para aqueles problemas que são mais complicados. Porém, pode-se dizer que o termo está sendo um pouco questionado nos últimos tempos.

São inúmeras as críticas que envolvem o conceito de Design Thinking: mal definido, não foge do senso comum, o seu uso depende muito pouco de dados, algo reembalado para ser comercializado a um preço maior, entre outras coisas.

Um dos maiores problemas é que o Design Thinking pode ser considerado um novo termo usado para se referir a algo que já existe.

Além disso, outro problema é que o conceito também limita o escopo de ideias inovadoras e faz com que a resolução de desafios seja dificultada.

Levando tudo isso em consideração, é realmente muito importante entender mais a respeito desse assunto tão falado nos dias de hoje.

Design thinking

Antes de qualquer coisa, para realmente entender o aspecto conservador do termo, é necessário conhecer um pouco sobre as coisas que antecederam o surgimento do conceito.

Mesmo que muitas vezes o Design Thinking seja abordado como algo inovador, é válido ressaltar novamente que, na verdade, ele possui uma grande semelhança com um modelo de resolução de problemas bastante utilizado nos anos 70 e 80, conhecido como Modelo Racional de tomada de decisão.

No Modelo Racional para tomada de decisão a solução de problemas era realizada a partir de dados já existentes a respeito deste problema.

A única diferença em relação ao conceito difundido atualmente – o Design Thinking – é que essa abordagem, no caso o Modelo Racional, por sua vez, sugere que o próprio profissional precisa obter informações sobre o problema e, dessa forma, aproveitar a experiência das pessoas afetadas pelo produto. Todo o restante é bem parecido entre os dois modelos.

O principal problema do conceito

Tendo tudo isso em vista, é possível dizer que tanto a abordagem do Modelo Racional quanto o Design Thinking, mesmo de forma implícita, estabelecem que a resolução dos problemas é algo que à ser feito apenas por quem possui grandes poderes dentro da organização.

Concentrar todos esses esforços da tomada de decisão em apenas algumas pessoas que, em tese, são mais importantes, pode prejudicar e muito todo o processo.

Sendo assim, acreditamos que optar por soluções abertas, continuamente transformadas e transformadoras, representam a escolha mais acertada para gestores em busca de modelos e abordagens para a solução de problemas – sejam abordagens mais tradicionais ou “inovadoras”, como o Design Thinking.

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